A recém estreia da Netflix baseada no romance homônimo do escritor Walter Tevis agradou não só o publico, mas também a crítica especializada. A minissérie tem por título “O Gambito da Rainha”, o nome vem de uma jogada rara no xadrez, assim como também é raro mulheres em grande destaque nesse jogo como a nossa protagonista, Beth Harmon (Anya Taylor-Joy) que se mostra uma talentosa jogadora e demonstra segurança em suas jogadas. Para Beth, o importante é vencer, seja lá quem for o seu oponente.
o início da rainha

Crítica O Gambito da Rainha: O xeque-mate da Netflix | Crédito: Phil Bray/NETFLIX.
Apesar de o xadrez ser o ponto central, o que nos cativou não foi apenas o ele, ao longo dos episódios vemos a trajetória de Beth até a fama. Os temas que a trama aborda vão além do xadrez, tais como: vícios, machismo, racismo, mas sem perder o foco principal, o jogo.
Logo no primeiro episodio nos é apresentado a infância dolorosa de Beth, onde ela passa seus dias em um orfanato feminino dirigido por cristãos. Ao longo dos sete episódios veremos como se deu a chegada dela no orfanato, os flashbacks mostrados revelaram os motivos.
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Durante essa estadia no orfanato vemos nascer uma eximia jogadora, pois dentro daquele ambiente nascerá a Beth respeitada e conhecida como uma das melhores enxadristas do mundo. Não obstante, veremos o ser imperfeito que ela é, ou seja, a história não foca apenas na grande talento da jovem.
os vícios da rainha

Crítica O Gambito da Rainha: O xeque-mate da Netflix | Crédito: Cortesia NETFLIX.
O vício em calmantes a qual ela foi exposta ainda na infância no orfanato, mais tarde veio a se tornar um problema, a jovem não era um prodígio apenas no xadrez, mas também no uso de drogas farmacêuticas e mais tarde em álcool.
O Sucesso de Beth se deve ao seu talento e dedicação, é claro. Mas deve se atentar que o primeiro contato que a mesma teve com o xadrez veio de alguém de baixo. O zelador do orfanato foi quem notou que a jovem tinha um talento impressionante para se destacar no jogo. No entanto, acredito eu, que ele não imaginava que ela iria tão longe.
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Os dias se passam e finalmente Beth deixa o orfanato, após ser adotada por uma família, nesse novo cenário agora vemos a pequena crescer enquanto jogadora e percebemos a sororidade entre a mãe adotiva e filha.
Nesse momento também entra em cena a incrível Anya Taylor-Joy que interpretará a jovem Beth, percebemos as mudanças ainda que sutis da personagem, a linguagem corporal é evidente e aqui mais uma vez constatamos o talento da atriz, a jovem passa a exalar muita elegância e beleza.
o xeque-mate da rainha

Crítica O Gambito da Rainha: O xeque-mate da Netflix | Crédito: Charlie Gray/NETFLIX.
Destaco aqui o brilhante trabalho de fotografia que abrilhantaram nessa minissérie, os enquadramentos nos rostos, sobretudo no de Beth ao captar suas expressões que transmitiam confiança e certezas de suas jogadas a cada mexida no tabuleiro. É claro, os atores envolvidos com o jogo foram treinados por consultores de xadrez. Isso fez com que as expressões e trejeitos fossem os mais fidedignos possíveis de um jogador profissional, afinal, a trama trata de exímios jogadores.
Em suma, ao longo dos sete episódios, fui me deparando com uma excelente história que engrena de forma muito bem, se tornando envolvente e instigante. Mesmo sem você conhecer o jogo, você se ver envolvido nas partidas que Beth trava contra grandes homens jogadores, torcendo pela sua vitória e aguardando a próxima jogada.
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Que fique claro, não é necessário estar por dentro do jogo para apreciar esta maravilhosa obra. Com certeza um grande feito deste ano.
É bom lembrar que O Gambito da Rainha deixa um gostinho de “quero mais”. No entanto, não terá continuação por se tratar de uma minissérie. Pelo menos essa é a decisão ate o presente momento.
E aí, vamos jogar?